O prefeito de Tauá, Carlos Windson está tentando acabar com a greve dos professores da rede municipal de ensino na Justiça.
Na semana passada, enquanto assessores e representantes da categoria discutiam a melhor saída para a paralisação deflagrada na última terça-feira, 07, a gestão ingressava com um pedido de liminar no Tribunal de Justiça para que a greve fosse declarada ilegal e os professores que não retornassem à sala de aula fossem multados em R$ 100,00 por dia.
O prefeito também pediu a aplicação de multa diária ao Sindicato Apeoc no valor de R$ 10 mil, caso descumprisse a decisão pretendida.
Veja o pedido feito pelo prefeito Carlos Windson ao Tribunal de Justiça
Juiz nega pedido do Prefeito e marca audiência de conciliação
Por meio de Decisão Interlocutória divulgada nesta segunda-feira, 13, o Juiz-relator Dr. Sérgio Luiz Arruda Parente, negou o pedido de liminar apresentado pelo prefeito Carlos Windson e marcou uma audiência de conciliação para o dia 20 de agosto, em Fortaleza, determinando ainda, a intimação da Secretaria de Educação, Sindicato Apeoc e Procuradoria Geral de Justiça.
Veja o Despacho do Juiz
Sindicato Apeoc comemora a decisão do Tribunal de Justiça
Pego de surpresa com a atitude da gestão municipal de tentar suspender a greve dos professores no momento em que a representação da classe negociava uma solução para o impasse criado pela não implantação do Piso Salarial e concessão de reajuste para os "graduados", o Sindicato Apeoc comemorou a decisão do Tribunal de Justiça e reforçou o entendimento sobre a legalidade da greve, que cumpriu todos os requisitos exigidos pela lei 7.783/1989, estabelecendo que a paralisação deve ser comunicada a Secretaria de Educação com 72 horas de antecedência.
Repórter: Wilrismar Holanda
Repórter: Wilrismar Holanda

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